Receita caseira para escrever bem no JusBrasil e ser visto

Fonte: JusBrasil

O que é frigir dos ovos?

Publicado por Paulo Abreu - 1 dia atrás
Para não infligir, ou, infringir as regras, pensei numa receita caseira com ditos populares de fácil entendimento.

Muitas pessoas, assim como eu, se inscrevem no JusBrasil, para conhecimentos ou para dar Pitágoras na conversa alheia sem o mínimo conhecimento de causa.

Quando comecei, pensava que escrever sobre quaisquer textos jurídicos ou fizer algum comentário, seria como uma “sopa no mel, mamão com açúcar”.

Só que depois de certo tempo, sem prática e conhecimentos, você percebe que comeu “gato por lebre” e acaba ficando com uma “batata quente nas mãos”.

Sem estudo e pesquisas não se vai ao longe, e, como “rapadura é doce mas não é mole”, nem sempre você tem ideias boas e, pra “descascar esse abacaxi”,estudando muito e pesquisando, é só metendo a “mão na massa”.

E tem mais, não adianta “chorar as pitangas” ou, simplesmente, “mandar tudo as favas”, tem que ler, e mais ler, quer moleza? Só “tomando sopa de minhocas”.

Já que é “pelo estômago que se conquista”, o negócio é ir comendo o “mingau pelas beiradas” cozinhando em “banho-maria”, estudando aos poucos, interagindo com os assuntos postados, porque é de grão em grão que a “galinha enche o papo”.

Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, “passar do ponto, encher linguiça demais”, afinal, “o homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute”.

Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário “comer o pão que o diabo amassou” para “vender bem o seu peixe”. Afinal “não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos”.

Há quem pense que escrever é comotirar doce da boca de criança” e vai com muita “sede ao pote”. Mas, como o “apressado come cru”, essa gente acaba “falando muita abobrinha”, são “escritores de meia tigela” (sem ofensas), trocam “alhos por bugalhos” e confundem “Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão”, é cruel demais para um coração só, afinal, “o que não mata, engorda”.

Há também aqueles que são “arroz de festa”, comentam tudo, sabem de tudo, com a “faca e o queijo nas mãos” eles se “perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese…)”. Achando que “beleza não põe mesa, pisam no tomate,enfiam o pé na jaca”, escrevem e escrevem, e no “fim quem paga o pato” é o leitor que sai com “cara de quem comeu e não gostou”.

O importante prezado escritor, é nãocuspir no prato em que se come”, pois quem lê não é tudo “farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita paraengrossar o caldo” e oferecer um texto de se “comer com os olhos”, pois, os leitores do JusBrasil merecem todo nosso apreço.

Por outro lado, se você tiver os “olhos maiores que a boca” o negócio desanda e vira um verdadeiro “angu de caroço”. Aí, não adianta “chorar sobre o leite derramado” porque ninguém vai colocar uma “azeitona na sua empadinha”, não. O “pepino” é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma “banana”, afinal “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

A “carne é fraca”, a tentação de escrever e comentar é demais, eu sei, mas “Deus dá o frio conforme o cobertor”, não reclame se ninguém visualizar seu texto.

Às vezes depois de tanto estudar, dá vontade de largar tudo e ir “plantar batatas”,mas “quem não arrisca não petisca”, e depois, quando sejunta a fome com a vontade de comer”, as coisas mudam da “água pro vinho”, isso significa que você se deu bem.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o “caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha”, que “no frigir dos ovos” (no final, no desenrolar das coisas) aconversa chega na cozinha” e fica de se “comer rezando”. Daí, com “água na boca”, é só saborear, porque o “que não mata engorda”.

Nunca esqueça de uma regra básica, para um bom texto, “Deus dá a farinha, mas o diabo fura o saco”, aprecie com moderação.

E aí, entendeu o que significa no frigir dos ovos?

Paulo Abreu

Paulo Abreu

“Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo.” (Ruy Barbosa)

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